domingo, setembro 23, 2007

O AMOR...!!!


Amo-te como os oceanos amam a terra!
Num silêncio calmo
Os nossos corações trocam segredos
E gestos impossíveis de serem revelados,
Comparados ou mesmo imitados.
É esta unicidade que faz com que o nosso amor
Não seja apenas um amor
Mas sim O AMOR!
Para quê palavras
Quando os olhos de quem se ama
Reflectem os milhares de fragmentos cintilantes
Que existem em todo o espaço,
E revelam sentimentos que apenas Tu, meu amor
Sabes doar
Para quê desejar o mundo a meus pés
Quando posso ter alguém como tu
A caminhar ao meu lado?
Perdoa-me se me esqueci de te amar
Por um segundo que fosse
De te acarinhar e abençoar-te
A todas as horas do dia
E de agradecer aos céus a tua presença
Perdoa-me se em algum momento te fiz sofrer
Mas… se te servir de consolo
Sabe agora!
Que quando o teu coração chora
O meu coração sangra

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Espelho Meu...


Espelho
Em cada traço teu
Vejo reflectido
Um fragmento, uma sombra
Daquela que se esconde em mim
Vejo-me cristalina nas tuas palavras
Nos teus gestos, na tua voz…
Oiço-me no som das tuas mãos
Em cada nota que compões
No teu violão
Esse som
Vai de encontro a mim
Á minha forma desenfreada de sentir
Fazendo-me mergulhar num deserto
Em que o teu sussurrar
Transforma-se em miragem
E essa miragem sou eu
Tomando forma, vida
Um oásis, uma pirâmide ancestral
Uma tela em que escarras
Um infinito de cor em que penetro
Perdendo-me e achando-me
No teu mais recôndito esconderijo
No teu perfume atordoante
Em teu peito onde bate esse tambor
A tua doce melodia de guerra
Em que apenas sou
Ninfa perca no teu rio
De alucinação
Espelho meu…

quarta-feira, janeiro 10, 2007

E Tudo O Vento Levou...


Um dia abracei-te em silencio…
Só contigo o silêncio tem palavras
Expressões…
Gestos que só os olhos da alma
Conseguem traduzir

Um dia brinquei contigo na praia
Contamos as conchinhas
Uma a uma com ternura
Rolamos nas ondas do mar
Construímos castelos de sonhos
E falamos do nosso amor
Ao vento que sopra na areia

Um dia acordei e não estavas
Corri o mundo e não mais te vi…

Onde te escondeste
Meu Anjo selvagem?

Procurei resposta no silêncio
Mas o silêncio sem ti já não fala
O mundo perdeu a cor
Os dias já não são dias
São apenas páginas em branco
Onde pinto a solidão
A urgência de ti
As tuas mãos
A percorrerem a minha face
Afagando os meus cabelos…
Os teus lábios acariciando os meus

Tudo o vento levou…

sábado, janeiro 06, 2007

Vem...


Quem és tu?
Anjo morto
Amarelecido e esquecido
Ou…
Cavalo alado
Esvoaçando e saltitando
Num sopro colorido
Enchendo e esvaziando
A minha existência
Prescrevendo os meus dias
Para depois deixar-me
Na ausência de algo
Que jamais sustentei

Quem és tu?
Estrela apodrecida
Desprezada e empobrecida
Ou…
Reencontro inesperado
De um sentimento olvidado
Que permanecia escondido
Num recanto do meu ser
Esperando
Sem ser invocado
Sair á socapa
Tentando acalmar a ira
De um vulcão
Em eminente erupção
Que traduz a tempestade
Das minhas mais intimas
Expressões e obsessões

Vem…
Não fiques aí
Somente a olhar-me
Que me embaraças!
Vem…
Abre a porta e entra
Mas fecha-a atrás de ti
Para que não entre
Mais ninguém
Porque agora sei quem és
És… Tu!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

O Pequeno Pote


Era uma vez um pequeno Pote de barro. Esse Pote era muito fino e delicado e necessitava de muita atenção e cuidados especiais para manter o seu brilho. Talvez por ser tão delicado, ninguém ousava em toca-lo com medo de o quebrar, dava a sensação que apenas uma pequena brisa seria o suficiente para faze-lo em pedaços.
De vez em quando, aparecia alguém que era suficientemente corajoso para o possuir, mas acabava constatando que, perante a ausência de liberdade, afecto e admiração, o pequeno Pote aos poucos, ia perdendo as suas cores e a sua beleza ia se desvanecendo de dia para dia.
O pequeno Pote andou então de prateleira em prateleira a decorar diferentes lares, e a cada vez, ia ganhando e perdendo as suas formas e cores.
Um dia, farto de tanta tristeza e humilhação, o pequeno Pote aproveitou uma brisa que passava no seu pedestal e deixou-se cair desfazendo-se em mil pedaços. E ali ficou, por muito tempo no chão desfeito.
Certo dia, passou por lá um Oleiro, que se admirou com a intensidade de luz e a beleza daqueles caquinhos e decidiu recolhe-los cuidadosamente do chão e levá-los para casa.
Com todo o seu amor, paciência e dedicação, o Oleiro foi colando os cacos um a um, devolvendo ao pequeno Pote a sua forma natural, e este foi ganhando até um novo brilho, acendendo a chama da sua essência e devolvendo-lhe algo há muito perdido, o seu amor próprio.
Após ter terminado a sua obra, o Oleiro colocou o pequeno pote no sopé de uma janela, onde este pudesse ver os raios de sol, e ofereceu-lhe uma flor por companheira.
O pequeno Pote baptizou a flor de “Fé”, e dedicou-se a cuidar dela com uma grande dedicação.
A “Fé” fez com que o Pote se fosse sentindo cada vez mais preenchido e mais independente, até que um dia ele apercebeu-se que se amava muito e que não necessitava mais ser admirado e desejado, porque tinha aprendido a se amar, e que o seu desejo era apenas ser livre, poder olhar as cores do mundo e cuidar da sua flor.
Despediu-se então do Oleiro com muito carinho e deixou-se ir brisa, banhado pelo crepúsculo, sem medo de voltar a se quebrar novamente.
E passou o resto dos seus dias ao sol, rejubilando-se com o som das ondas do mar, acompanhado com a sua flor… a sua “Fé”.


Obrigada meu querido Carlos por teres me ajudado a me encontrar. Sou-te eternamente grata por isso. Parabéns por ires trazer, juntamente com a Cinta, um novo ser ao mundo. Sei que tu e ela serão os melhores pais do Universo e quero que saibas que me orgulho tanto… tanto de vocês os dois e que me sinto imensamente feliz por finalmente teres encontrado o teu porto seguro.
Sei que vais partir brevemente, e que vou sentir muito a tua falta, que vou ter imensa pena de não poder partilhar tanta coisa que ainda queria partilhar contigo, porque ninguém nunca me deu tanto como tu, mas queria dizer-te que onde tu estiveres, o meu coração vai sempre te acompanhar e que o meu Amor por ti é eterno e infinito.
Escrevi-te este pequeno conto, porque foi a melhor forma de pôr em palavras a minha gratidão. É uma prenda de mim para ti, e que sei que vais estimar e que vai te acompanhar toda a tua vida.
Talvez um dia, quando fores velhinho, estarás a lê-lo sentado na tua cadeira de baloiço, no alpendre da tua casa… algures no Japão ou na China!!!


Com muito amor…

Luísa Abreu

sábado, novembro 18, 2006

Feitiço...


Feitiço…
Neblina ténue
De um Inverno deslembrado
De uma primavera extinta
De um sonho inacabado
Assim tu és
Inspiração errante
Dádiva divina
Força de alma nutrida
Alegremente sentida
Inocência desmedida
Desejo pintar-te
Num sonho colorido
Desejo traçar-te a preto e branco
Numa tela nua
Fazer correr gotas de orvalho
Na tua face ao luar
Contar as estrelas uma a uma
Colhendo-lhes o brilho
Somando-os
Ao amor do teu olhar
Correr o mundo inteiro
Só para sentir-te por um instante
Nos meus braços
Até que seja apenas por um segundo
Sentir-te
E sentir que esse momento é eterno
Como mais nada é neste mundo
Apenas a ti quero sentir
Porquê?
Não existem palavras
Que possam descrever o que sinto
Nem aritmética nem lógica
Então respondo-te
Apenas porque…
O meu coração
Diz que sim!

domingo, novembro 05, 2006

Tu...


Insubstituível
É o que tu és
Inesquecíveis
As tuas mãos cálidas
Acariciando cada recanto do meu corpo

A volatilidade dos teus intuitos
O poder da tua vontade
Fazem-te…
Indescritivelmente sedutor
Quando serenamente
Percorres-me o
âmago
Traçando-o a preto e branco
Presenteando-o com o teu desejo
E brandindo-o como um troféu

Irresistíveis
Os teus lábios que cedem aos meus
Em eternas carícias
Sensuais
Os teus mais delicados
Ou mais rudes gestos
A forma como te moves com a vida
Persuadindo-a a te trazer ventura

Seduzindo-a com o teu charme

Todas estas coisas
Tornam-te verdadeiramente

Insubstituível
Hoje… amanhã
E para todo o meu sempre


É mesmo verdade... este é PARA TI!!!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Á Media Luz


Á média luz do teu olhar
Anseio despertar
Ao som do teu sorriso
Nesse mel… adormeci
Nas ondas do teu corpo
Desejo banhar o meu
E… perdida ficar
Nesse oásis que é só teu
E meu…

Cobres-me a alma de cor
Como quem veste a primavera
E o reflexo da tua imagem
Em mim ficou gravado
Qual escultura de pedra
E o grito… que se foi
Por entre dunas perdeu-se
Soltando a minha voz ao vento
Esperando que ela te possa alcançar

O eco do meu coração
Não é mais que uma ilusão
Um sentimento disperso
Por entre as nuvens…uma quimera
Desejava o poder calar
Do meu peito o arrancar
Para não mais o ouvir
Soando… gritando
A razão… do desconhecido
Do meu intimo desejando voar

Fujo querendo ficar
A mergulhar nesse mar
Misto de saudade e conforto
Na cinesia do pensamento
Do recordar as memórias
Que ainda hão-de vir
Agarrar-me ao momento
Capturando…
As cores do firmamento
Iluminadas…
Á média luz do teu olhar

segunda-feira, maio 22, 2006

Quando Os Pensamentos Nos Mordem A Alma






Hoje não me apetece ser poetiza, apetece-me apenas escrever acerca do meu dia...
Passei-o praticamente todo na cama, não por estar doente mas sim por estar com uma enorme preguiça de viver. Acho que todo o ser humano tem estas fases, e eu sou apenas um igual aos outros.
Á noite... o trabalho esperava-me, então, um pouco contrariada lá me fui preparando lentamente para ir enfrentar a multidão. O meu trabalho, para quem não sabe, exige muita preparação não só a nível do visual mas também a nível psicológico.
Ser cantora e entretainer não é pêra doce, temos que dar sempre o nosso melhor e corremos o risco de ser sempre pouco. Felizmente, ultimamente tenho tido alguma sorte nesse aspecto, por mais que as forças me faltem seja lá para o que for, dou sempre o meu tudo quando me detenho em frente a um pequeno ou grande publico e normalmente sou recompensada com um comentário ou gesto de satisfação por parte deles.
Mas a verdade é que tenho achado difícil reencontrar o meu equilíbrio espiritual após o afastamento físico de alguém muito querido para mim, que me trazia muito boa energia e muita alegria ao meu coração.
Á saída de casa, olhei-me de relance ao espelho... a minha imagem estava, á primeira vista impecável, mas por dentro sentia-me oca... fria...distante.
Entrei para o carro do meu colega que me acolheu como sempre com um belo sorriso. Ao seguirmos na longa viagem pela via rápida, desprovida de qualquer paisagem a não ser as linhas brancas da estrada e os aborrecidos túneis que parecem nunca mais ter fim,os pensamentos começaram a me invadir.
Alguém me disse um dia que quando não estamos bem e estamos sós, entregues aos nossos próprios pensamentos, somos o nosso próprio inimigo. Concordo plenamente com esta afirmação.
Decidi então sacudi-los, como se faz com os mosquitos que vêem na noite nos morder (neste caso, os meus pensamentos mordiam-me a alma) e decidi olhar o céu.
A noite estava clara, e as nuvens tomavam contornos brilhantes, abraçadas pela luz da lua. Por momentos fiquei a olhar extasiada para aquele cenário, e perguntei-me a mim mesma: “porque me sinto tão vazia? Como posso me sentir tão vazia quando posso contemplar um cenário único como este? Tenho tão mais que tanta gente por aí fora neste mundo... tenho saúde, dois filhos lindos, uma família que apesar de não ser perfeita é aquela que eu tenho e que eu amo, faço o que gosto de fazer e ainda tenho tanto amor no meu coração para dar a quem merecer... e ainda que nada disto tivesse, ninguém me poderia tirar o céu, as estrelas e toda a natureza que me envolve, pois ela pertence a todo o ser humano.
Fechei os olhos e sem querer transportei-me para outro lugar. Eu era uma índia e encontrava-me sentada á volta de uma fogueira juntamente com outros índios. Tudo o que tinha era a roupa do corpo que me aquecia do frio e aquela fogueira que trepidava diante dos meus olhos.
Mais uma vez olhei o céu por detrás das altas montanhas, ali reinava o silencio dos Deuses, já não me sentia só, estava comigo mesma e com a mãe natureza... e encontrei o meu equilíbrio.
Para esta história não acabar de uma maneira tão nostálgica, conto-vos o que vem a seguir: a contradição.
Mal abri os olhos o meu colega afirmou: “ Imagina se vinha um carro em sentido contrário na nossa direcção á mesma velocidade o embate que não era? “Ainda bem que eu estava harmonizada senão tinha ficado deprimida de vez com o comentário dele. Limitei-me a responder serenamente: “Seria só um embate de uns trezentos quilómetros por hora, ou mais!”

quarta-feira, maio 17, 2006

Deus... Pai E Mãe


São como gotas de orvalho
Pela manhã
Caídas das folhas
De um velho sobreiro
As minhas lágrimas
Aquelas que derramo pelo jubilo
De Te encontrar

Ó Pai, Ó Mãe!
Soubera eu antes que eras um só
Uma só face… um só coração
E a minha vida teria sido
Um eterno encontro com o Teu amor

Ajoelho-me e agradeço a Revelação
E as lágrimas que solto
Já não me saem dos olhos
Mas do mais profundo do meu ser
De onde os rios de ternura correm
Banhando a minha alma
E acalmando os mares de opressão

Quero dançar ao vento
Sentir-Te na sua carícia
Quero mergulhar
No murmúrio do Teu silêncio
E nele me inebriar
Quero ver-Te nos olhos do amor
E encontrar-Te onde sempre estarás
Na procura dos meus sonhos
E nas mais pequena partícula
Do meu ser…

terça-feira, abril 25, 2006

Só Ele Sabe O Teu Nome
















Quem és?
Na obscuridão da minha mente
Procuro-te...
Á distância
Desejo-te, quero-te...
Sem o saberes, sem saber-te


Mas afinal quem és?
Só o meu coração sabe o teu nome
Apenas ele recorda os teus suaves contornos
E o explendor do teu brilho
Somente ele sabe de cor
As frases mais simples da tua existência


Jamais troquei contigo um só beijo
Tampouco uma leve caricia
Apenas... um breve... olhar
Porque entras assim como um ladrão
Sem licença pedir
Deixando-me á deriva nos sentidos?


Já me estou a embriagar...
Estou perdida entre os sinais
Será " Stop" ou avançar?
Sei que me vou espalhar
Mas o meu coração conhece o teu nome
E esse nome escolheu para amar...



Muitos beijinhos a todos e peço perdão por não ter escrito por tanto tempo mas honestamente para além de ter estado de férias confesso ter-me me faltado a inspiração.
O amor rege todo o meu ser e sem ele não sou nada, somente deambulo por ai...
Apenas sentimentos profundos podem inspirar palavras profundas...

sexta-feira, março 03, 2006

Encontro Predestinado


Noite... infinda
Em que te dás, em que me dou
Corpo a corpo, alma a alma
Num desassossego inquietante
De quem mais procura...
Por mais que nos gastemos
Que tentemos exaurir um ao outro
O fogo... que nos consome
Que emana dos nossos corpos
Que brota dos nossos sexos
De mim para ti... e de ti para mim
Parece não querer se extinguir
É uma eterna sede... uma vontade
Que despertou em nós
Uma saudade que se foi colmatando
Através do espaço e do tempo
Um desejo sobrenatural
Acompanhado por um sentimento Paradesigual
Mas ainda assim... formulas químicas
Em ponto de expontânea... ebulição
Explorando o inexplorável
Mergulhando no desconhecido
Para não mais submergir
É só assim que te quero
Sempre... sem medo
E é assim que te tenho agora
Livre... como és...
E como sempre serás
Em mim...

domingo, fevereiro 05, 2006

Raiz...


Amanheci...
Rendi-me á magia do Universo!
Sentada no chão do meu quintal
Contemplo agora o céu límpido
A ternura e o calor do sol que me envolvem
Num momento só meu
Eu comigo, e eu com tudo o que me rodeia
Os meus pensamentos voam...
Voam bem longe...
Até ás margens do que outrora
Apelidavam de “Fim do Mundo!”
Sou filha do Universo
Madrinha para alguns
Aprendiz para outros tantos...
Procuro-me e encontro-me...
Não algures presa em sonhos dispersos
Não em Marte, não em Júpiter nem em Saturno
Vejo a minha alma
Como se a pudesse mirar ao espelho
Sim! Aqui estou...
Cada vez mais próxima de mim
E mais longe de tudo o resto...
Girando em torno do Universo
Como se fosse um planeta
E deixando-o me tornear também
Tomando o que Ele me dá
E lamentando o que Ele me tira
Rindo, chorando e vivendo....
Apenas um dia após ao outro
Acompanhada pelos meus Anjos
Irmãos do céu e da terra
Estranha... mas porém feliz
Completa... como uma árvore madura
Apenas me falta... a raiz!

(Tu!)

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

A vergonha da humanidade

Por esta campanha este blog estará 7 dias sem post novos!!Repassando o post de iniciativa dos blogs:

http://mundoanimal2.blogspot.com
http://guerreirosdoarcoiris.blogspot.com
http://guerreirosdoarcoiris.blogs.sapo.pt
http://therainbowwarrior.blogspot.com
http://www.blogueiros.com
http://muitofofo.blogspot.com
http://desambientado.blogspot.com
http://ambientehoje.blogspot.com
http://meuamigobicho.zip.net
http://faveiroformacao.blogspot.com
http://nimbypolis.blogspot.com
http://eduambiental.blogspot.com
http://amaroinfinito.blogspot.com
http://bordadodemurmurios.blogspot.com
http://diariobitta.blogspot.com
http://ardeoazul3.blogspot.com
http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt
http://ambientenosbiscoitos.blogspot.com
http://www.adireccaodovoo.blogspot.com
http://jorgemoreirashakti.blogspot.com
http://flordojardin.blogspot.com
http://www.selmandrea.blogspot.com
http://etnobotanica-dos-acores.blogspot.com
http://imaginografias.blogspot.com
http://plagiadissimo.blogspot.com
http://anagarcia.blogspot.com


Copie esse post e cole-o no seu blog como iniciativa em defesa das baleias quanto mais gente entrar nesta campanha, mais pessoas ficarão cientes do que está acontecendo. E quem sabe alguma coisa será feita?
Uma corrente de união dos blogueiros na internet.
Coloque o endereço do seu blog no post.(seu blog aqui).
Se você aderir à campanha nos avise para visitarmos seu blog.

International — Os japoneses estão colocando vidas humanas em risco para caçar baleias, na região da Antártida. No último sábado, dia 14, um arpão foi disparado em direção às baleias e passou a aproximadamente um metro de distância dos ativistas do Greenpeace que estavam em um bote, tentando impedir a caça.

leia mais aqui

É a sua vez de salvar as baleiasInternational — Os botes infláveis já foram puxados para a terra. A tripulação está exausta, o barco precisa de combustível e é hora de levar a campanha para salvar das baleias dos oceanos para a rua principal. Veja a reportagem e o vídeo, aconselho a nao ver quem nao gosta de ver cenas fortes, a baleia leva mais de trinta minutos para morrer numa agonia constante!!

veja video fundo pagina aqui

Comentários: cada um ajuda como pode, não adianta você ficar aí sentada(o) sentindo pena das baleias e não fazer nada para ajudar, se você é blogueiro divulgue a notícia se todos blogueiros divulgarem será uma campanha grandissima e isso fará as autoridades tomarem providências.

Copie o post no seu blog.copie da caixinha a baixo no seu post e coloque o titulo acima: "A vergonha da humanidade"

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Cigarro



Adeus companheiro intimo
Das horas mortas
Partilhamos tudo como ninguém
Estiveste sempre ao meu lado
Nas horas boas ou más
Preenchendo o vazio
Os momentos de solidão...
Partilhaste comigo também
Os sorrisos, as gargalhadas extasiadas
As noites, os copos
Em que intensificavas o meu prazer
Davas sabor aos meus devaneios...
Lamento, mas tenho que te deixar agora
Pois invadiste demasiado o meu espaço
Estás a consumir-me a alma
A conspurcar o meu corpo
A cada dia que passa sinto mais nojo de ti
Por onde passas deixas um rasto...
Um odor pestilento... insuportável
Infiltraste-te na minha vida
Ainda era eu quase uma criança
Roubaste-me o perfume das flores... os paladares
E substituíste-os pelo prazer de te consumir
Estou cansada... a minha alma adoece
Cada vez que vejo a tua chama
Já nos aturamos demais um ao outro
Por favor, devolve-me a liberdade
Deixa-me! Não quero morrer a teu lado!
" Um Guerreiro De Luz está sempre vigilante.
Não pede permissão aos outros para segurar a sua espada; simplesmente toma-a nas suas mãos.
Tampouco perde tempo a explicar os seus gestos; fiel ás determinações de Deus, ele responde pelo que faz.
Olha para os lados, e identifica os seus amigos. Olha pra trás e identifica os seus adversários.
É implacável com a traição, mas não se vinga; apenas afasta os inimigos da sua vida, sem lutar com eles além do tempo necessário.
Um Guerreiro não tenta parecer; ele é."
" Manual do Guerreiro de Luz"- Paulo Coelho

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Destino...


Amanheci para um novo dia
Um novo arrebol
Enxuguei as lágrimas
E teimei em olhar vida com os olhos
De um coração que a ama
Estranhamente não foi difícil
Apesar de ter lascado o meu coração
Com a despedida
De um olhar, um abraço e um beijo
De um anjo...
Que o destino fez com que entrasse
Sem hipótese de retorno nos meus sentidos...
Os Deuses vieram abraçar-me
E confortar-me com os seus raios de luz
Segui a minha jornada confiante
Que nada poderia estragar aquele momento
Que partilhava comigo própria
Desfrutando dos mais minúsculos prazeres
Como o calor do sol banhando a minha pele
Sentir o vento desgrenhar os meus cabelos
Ou observar a ondulação dançante
Do mar... delirante
Convocando-me, para que eu entrasse na sua dança
Encontrando-me mais e mais
Com o meu mais puro intimo
Envolvendo-me numa paz
A qual só encontrei um dia no teu abraço
Hoje sim... podes dizer!
Sou, a solidão...
“Estranha... fora de mim
Como se o sentir de nada, fosse tudo
E o de tudo, nada”
Meu irremediável destino...

sábado, janeiro 07, 2006

O Beijo...


Hoje acordei cega...
Ao abrir os olhos
Vi os teus
A olharem-me
A sorrirem-me
Um beijo... apenas um!
Prendo-me nesse momento
Que vai girando na minha mente
Como um sonho real
Os nossos olhares enleados
Em busca de um só íntimo
Aquele abraço...
O fogo do teu peito colado ao meu
Forte... envolvente
Criado á medida certa
Para se ensamblar ao meu
Foi como se tudo se apagasse
Não existisse mais nada
Apenas uma extrema paz interior...
Um tudo e um nada
Um preenchimento de algo inexplicável...
Ainda sinto o calor do beijo, o teu sabor
Os meus lábios colados nos teus
Numa fúria de quem busca...
Consumindo esse beijo... o único!
O beijo!
Aquele que perdurará em mim
Até que os meus olhos se fechem
Para o mundo...

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Lições...


Amigas de tantos anos
Devia estar-te eu a dar uma lição
E afinal apareces-me tu
Com o teu cavaleiro andante
Montado num cavalo branco de sorrisos
Brilhante... estonteante
De repente sinto que tudo gira a minha volta
Todo o meu passado, todo o meu futuro
Todos os meus karmas
Todas as minhas lições... e penso!
Não estou só... mas estou!
Que quero?
Não sei! Mas isto não!
Não quero viver na incerteza
Num gesto frio
Esperar por mais um inverno
Quero sim um fogo que me incendeie
Que me queime e me aqueça a alma e o espirito
Não alguém que se lembre de mim na solidão
Mas que me aqueça nas tristezas e nas alegrias
Alguém com quem tenha um projecto de paz
Com quem possa partilhar os momentos
E emanar energia conjunta ao universo
Jamais quis me entregar á efemeridade
Porque o tempo aumenta o meu desejo
De ser um ser habitado
Or else... prefiro estar só...
Não particularmente só... mas comigo!


Feliz Ano! Para Mim e para Todos!

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Vazio...


Vazio de algo...
O que será que me morde?
Parece que o relógio parou
Ficou preso naquele momento
Á espera de outro
Que o venha completar...
Por entre risos frenéticos
Aqui estou eu
Numa apatia perplexa...
Ao mesmo tempo sinto
Uma presença que me acompanha
Adrenalina estranha ao meu ser
Como se metade de ti tivesse partido
E a outra metade tivesse ficado
Ensamblada em mim...
Procuro a tua essência no meu âmago
Para a saborear... em espírito
Procuro recordar-me cada momento vivido
Cada gesto, cada toque
Cada vez que o teu olhar cruzou o meu
E o meu coração estremeceu
Então tapo os ouvidos para calar as vozes
E ouvir apenas o eco,
O tom melodioso
Do teu recitar...

terça-feira, dezembro 20, 2005

Não... Não Me Quero Mais Calar!!!


Quando estou contigo
Sinto um nó na garganta
As palavras não saem
Ficam presas algures
Entre a boca do estômago e as cordas vocais
Mas não quero mais...
Não quero calar os meus sentimentos
Não posso permitir
Que medos do passado me invadam
Impedindo-me de falar-te o que sinto!
Sempre que fecho os meus olhos vejo os teus...
Sinto um ardor no peito
Uma vontade de estar ao teu lado
E falar-te de todas as profundas sensações
Que experimento contigo...
De como te sinto presente em mim
Mesmo na tua ausência
Preenchendo um vazio
Ao qual eu julgava não dar importância
Aquele que pensei que só poderia preencher
Comigo mesma...
Mas tu entraste... de mansinho
Pela calada da noite
Com essa tua energia cativante... epidémica
Que me envolve e me faz jubilar
Quero olhar-te nos olhos e dizer-te tudo
Não... não me quero mais calar!
Este custou-me especialmente... foi inspirado por um comentário no meu ultimo post feito por um anónimo. Não faço a minima ideia de quem tenha sido, mas calculo que tenha sido de alguém que me conhece bem, porque tinha tudo a ver com o que venho a sentir ultimamente. Aqui fica um agradecimento especial ao anónimo nº 6 do meu ultimo post e, claro, um agradecimento a todos os que têm comentado no meu blog, obrigada pela dedicação e carinho que me têm dedicado. P.C.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Silhuetas...


Abro os olhos para decorar os teus traços
A tua respiração bate forte no meu rosto
Um hálito a mentol
Combinado com a tua essência
Fixo os olhos no teu corpo moreno... possante
Junto ao meu
Pequeno e descorado...
Imagino as minhas mãos a percorrerem
Mais uma vez os teus sensuais contornos
A tocarem a tua pele
A mais suave que alguma vez senti...
Imagino as nossas silhuetas
Despidas... embutidas...
Em movimentos ritmados
Marcados pelos compassos
Do bater dos nossos corações
Fecho os olhos agora...
A tua imagem já a tenho em mim
O teu cheiro embriagante
Não me deixa adormecer
Quero aquele beijo
Que faz com que a minha alma
Fuja do corpo
Para ir beijar a tua
Quero sentir-te em mim
Assim...

domingo, dezembro 11, 2005

Devo Fugir... Ou Devo Ficar?


Por vezes o destino nos faz tropeçar
Será que tropeçaste naquele corrimão em vão?
Será que tropeçaste directamente
Em direcção aos meus braços
Ou directo ao meu coração?
Destino responde-me!
Que fazer?
Tu que me deste o dom agora de crescer
De madurar...
E de não mais atender aos meus instintos naturais
Devo fugir...ou devo ficar?
Se fujo, ficarei a pensar
Se fico... terei de lutar!
Será uma luta digna de uma guerreira?
Que instrumentos de guerra deverei usar?
Um sabre, um cinto mágico, uma varinha mágica?
Nada me há de valer perante esta batalha
Que mais uma vez terei que travar
Pois aquele louco destemido que caiu
Pelas escadas da minha realidade
Colhi-o eu, sem pensar, ingenuamente
E mais uma vez me foi dado a escolher o caminho
Mais uma luta, mais uma batalha
Entre a razão e o coração...

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Onde Está O Teu Olhar?


Onde está o teu olhar?
Onde estão as tuas mãos... os teus beijos?
Estás sempre tão ausente...
Necessito dos teus carinhos, do teu amor
A quem os dás que não a mim?
Com quem sonhas?
Eu... sonho contigo... sim contigo!
Porque não consegues nunca me acreditar?
Sonho com o teu “Bom dia amor!”
Mas ele nunca vem...
E o frio do inverno enregela-me o coração.
Chego-me á janela
Ansiando ouvir um único som...
O do triste e sombrio violino
Que prometeste tocar para mim
Na nossa primeira noite de amor...
Apenas escuto o lamento da noite
Dizendo-me que tu não virás.
Ao fundo escuto o mar...
Ele chama por nós
Escuto os nossos nomes
Por entre o rebentar das suas ondas.
Olho as estrelas...
Em desalinho... caem desmaiadas...
Como se os céus chorassem
Em coro com o meu coração
E me perguntassem
Onde está aquele olhar?

sábado, novembro 26, 2005

Sonhos...


Encosta a tua alma á minha
Assim...
Como quando entras nos meus sonhos
Deixa-me mais uma vez olhar em teus olhos
E neles ver brilhar o desejo...
Quero deslizar as minhas mãos pelo teu corpo
Sentir a suavidade da tua pele
Descobrir cada poro com a ponta dos meus dedos
Amparar-me no teu colo
E me embriagar no teu cheiro
Toca-me agora...
Não apenas no corpo, mas na alma
Como só tu sabes...
Entra em mim...
Olha-me nos olhos agora
Não os desvies nem por um segundo
Esquece que estás a penetrar o meu corpo
Penetra antes a minha alma...
Somos um agora...
Sente...
Escuta a minha respiração
Ofegante...
Está a chegar ao momento da explosão total
Eu aperto as tuas mãos contra o meu peito
Olho-te uma ultima vez
Para partilhar do teu intimo
E fecho os olhos para te entregar
Todo o meu prazer...

domingo, novembro 13, 2005

Onde Estou?


Sinto-me só no meio da multidão
Já não oiço o canto do rouxinol
Apenas contemplo as curvas da noite
Com extrema melancolia
Ansiando um raio de sol
Que me viesse a alma beijar...
Ao fundo oiço as vozes que chamam por mim
Mas eu não estou ali
Apenas o meu corpo está
A minha alma vagueia sem norte
Em busca de um degrau á beira-mar
O silencio....
Apenas a subtil melodia
Do bater das ondas do mar
Mas as vozes continuam a chamar por mim
Reclamam a minha presença
Será que realmente me vêem?
Ninguém me vê
Apenas desejam que eu esteja presente
E eu a querer gritar
As minhas dores, os meus desalentos
Mas não posso
Em vez... esboço falsos sorrisos
Tão reais que se me olhasse ao espelho
Me convenceria a mim própria
De que estou feliz
E as vozes... jamais se calam
Onde estou?

domingo, outubro 30, 2005

Amantes


Somos amantes
Amantes na noite escondidos
Evitamos os olhares furtivos
Dos curiosos que ameaçam o nosso amor
Daqueles que invejam os nossos carinhos
A nossa dualidade...
Fugimos para que não nos furtem os sonhos
Para que não nos corrompam a alma
Com a realidade crua e fria
De que somos apenas amantes
Amantes trocando delicias ao luar
Jamais podendo um ao lado do outro
Despertar com um raio de sol
A iluminar nossos sorrisos de felicidade...
Temos apenas momentos
Momentos intensos em que rimos ou choramos
Momentos que fantasiamos com a liberdade
De podermos andar de mãos dadas ao sol
Abraçarmo-nos com o consentimento do céu
E olharmo-nos nos olhos sem medo
De despejarmos o coração
Momentos em que fugimos á realidade
De que somos apenas amantes
Amantes perdidos nas trevas
Banhados apenas
Pela doce e melancólica luz
Da lua...

quarta-feira, outubro 19, 2005

Sunshine


Ontem estavas aqui
Moravas na minha rua
Agora moras apenas no meu coração
Já não te vejo
Apenas sinto a tua presença
As tuas dores, as tuas alegrias
Ó irmã da minha alma!
Se soubesses o vazio que sinto
Pela ausência do teu calor, da tua voz
Das tuas palavras doces e imaculadas
Do teu semblante angelical
Guardo apenas as lembranças
Das noites em que choraste no meu colo
Qual criança perdida num mundo cruel
Das vezes que me sacudiste para a realidade
Quando eu andava distraída dos meus objectivos
Construímos castelos tão frágeis
Baseados em sonhos impossíveis
Contos de fadas tão puros e inocentes
Que se desmoronaram sem sabermos porquê
Reflexos apenas da nossa tão grande ingenuidade
De sonhadoras incuráveis
Gémeas que somos
Tanto nas fraquezas como na guerra
Lutadoras até ao fim
Desejava te abraçar para sempre
Ver-te dançar, ver-te sorrir, ver-te chorar
Mas acima de tudo
Estejas onde estiveres
Minha grande amiga, meu raio de sol
Desejo-te amor!

domingo, outubro 16, 2005

Dança Comigo


Dança comigo esta dança sensual
Sem passo certo
Não tenhas medo, entrega-te
Vem ao encontro do meu corpo
Olha-me nos olhos sem hesitares
Prende-me nesse teu olhar penetrante
Amarra as tuas mãos na minha cintura
E faz-me mover lentamente
Ao sabor das ondas do teu corpo
Deixa-te guiar pelos sons
Dos violinos, das harpas
Dos instrumentos de sopro e do piano de cauda
E faz-me rodopiar pelo soalho velho
Até que me sinta completamente cega e embriagada
A ponto de já não ver nem ouvir a orquestra
Nem sentir mais nenhuma presença
A não ser a nossa
Solta-me os cabelos
Prende-os com os teus dedos
Dá-me a provar do teu suave veneno
Beija-me, trinca-me os lábios com furor
Joga-me para trás e faz-me voltar lentamente
Para sentir novamente o odor embriagante
Do teu suor...
Por favor, mais uma vez...
Dança comigo

sábado, outubro 08, 2005

Não Há Distância... Que Nos Separe


Não há distancia
Que me vá fazer separar
Daquele que roubou o meu coração
Capturou os meus sentidos
E que me faz flutuar neste oceano infinito
De certezas e incertezas
As quais abraço com uma sofreguidão serena
E uma tranquilidade de quem beija o seu destino
Quero me perder nesses braços imperativos
Que me protegem do mundo e das suas perversões
Mesmo que ele consiga ser tão perverso
Como esse mundo do qual me abriga
Os contornos majestosos do seu perfil
Fazem-me viajar no tempo
Perder-me naquele rosto antigo
Que para mim é tão familiar
As suas mãos grandes e rudes
Prendem-me com paixão
Quando as sinto viajar em mim
Sinto-me desfalecer...
Apenas ao sentir a sua presença
Sinto um rubor na face
Um embaraço total
No sentir, no contemplar
Juntos conquistaremos o mundo
Seremos aliados
Eu serei a sua espia
Ele será o meu protector
E criaremos um universo paralelo
Desenhado por nós
Pintado a rigor
Decorado com as cores
Do arco-íris
Do nosso amor...

terça-feira, outubro 04, 2005

O Que Será... Será!

Olhar penetrante e doce
Expressões suaves e leves
Lábios de mel
Contornados por um fio de luxuria
Quero-te só pra mim
Que sentimento egoísta e este que me invade
Agora, neste momento em que te olho
Em que aprecio os teus traços e os devoro
Com tamanha sofreguidão
Que me faz doer a alma?
Em que pensas tu?
Pensarás em mim?
Pensarás em ti?
Pensarás em nós?
Pensarás no universo que te rodeia?
Eu só penso em ti...
No sabor dos teus lábios
No teu abraço
Será que um dia seremos um?
Será que nos pertencemos?
Será que sou a metade que te falta
E será que és a minha?
O que será... será...

domingo, outubro 02, 2005

Paixão!


Cegueira, confusão
Desejo consumidor que me arde no peito
Conto os minutos e as horas
Para te possuir
Para te agarrar e te prender nos meus braços
Paixão? Sim !
Louca paixão que me arrasa
Que faz desejar dar a volta ao mundo
Por um sorriso teu
Por um beijo que arrebate do chão
E me faça elevar a um plano inimaginável
Onde as cores do mundo se alteram
Para tons mais brilhantes e insinuantes
Transformando esse mundo
Num mundo pura magia
Fruto da nossa imaginação... de um sonho
Onde habitamos só tu e eu
Vivendo este sentimento alheios a tudo
Apenas atentos á nossa respiração
E ao bater dos nossos corações
Misturando os nossos corpos
Como quem mistura aquarelas de mil cores
E nos embriagando um no outro
Matando a nossa sede
De paixão...

sexta-feira, setembro 23, 2005

Tango De Um Coração Sonhador


Doce presença
Vi-te por mim passar
Sorriste-me e eu sorri-te
Misturamos os nossos sorrisos
Envolvemo-nos numa dança
Simples, mas envolvente
Uma dança só nossa
Que ninguém mais poderá imaginar
E dançamos com os olhares
Com gestos corporais
Ao longe, sem ninguém se aperceber
Trocamos segredos só nossos
Por telepatia
Uma linguagem ancestral
Que só tu e eu entendemos
Foste o meu fruto proibido
Aquele a quem eu apenas poderia contemplar
Desejar e imaginar o seu sabor
Á distancia, espreitando por entre a multidão
Competindo com o desconhecido...
Mas o tango que eu tocava baixinho
Naquele velho piano de cauda
Ao fundo do corredor
Foi apenas uma ilusão
De um pobre coração sonhador

quinta-feira, setembro 22, 2005

Cárcere Do Amor


O frio invade-me a alma
Dirijo-me para o calor
Mas não o consigo alcançar
Sinto o vento percorrer o meu corpo
Um vento de bonança
Que me guia para um fogo trépido
O fogo uma consumidora paixão
Entao fujo e abrigo-me na sombra
Escondo-me dessa paixão
Porque só o verdadeiro amor me faz mover
Esse amor é frio porque o sinto sozinha
Mas faço do frio o meu cárcere
Porque ao mesmo tempo
Que dele quero fugir
Nele quero ficar
Embriagada pelos meus próprios sentidos
Enregelada até ao ossos
Ao longe... sinto o cheiro do calor
Consigo ver a sua chama ardente
A trepidar diante dos meus olhos
A chamar por mim...
Mas o frio em que me encarcero
Não mo deixa abraçar
E esse amor que me enche o peito
De um imensurável estio
Enche-me de mim própria
E esvazia-me de tudo o resto...

quinta-feira, setembro 15, 2005

A Cigana


A cigana leu o teu destino
A magia na qual não crês
Fez vibrar o teu olhar
Ela denunciou o teu intimo
Todos os teus medos
Ela os conhecia
Medo de sentires
De te entregares
A mais que um momento
Mas a uma vida cheia de momentos
Assim, plenos de felicidade
Em que eu e tu
Num som harmonioso
Sairíamos pelo mundo
Conquistando planícies
Montes e vales
Desbravando os céus e a terra
Percorrendo o infinito
Vivênciando as mais belas
E puras emoções
E emanando-as ao mundo
Contagiando todos os seres
Com essa magia
A cada passo, a cada olhar
A magia de duas almas
Imbuídas em uma só
O teu olhar pertence-me
Assim o leu a cigana

terça-feira, agosto 23, 2005

Sentimentos Controversos


Observo os seres do universo
Seres microscópios somos
Porém cheios de misticidade
De complexidade e incompreensão
Essa que por sua vez gera incompletude
Da alma, do ser, do nosso intimo
Será que a vida é um diagrama matemático
Uma equação extensa
Cujo quadradismo é incompreensível?
Será que a tornamos assim ?
O que é a vida?
Será que a vivemos da forma mais correcta?
Será que damos importância aos mais pequenos pormenores
Como um por-do-sol ou um aroma campestre
Ou ao som dos nossos rebentos ao acordar
Saltitando em nossos leitos
Suplicando a nossa atenção?
Ou ao canto do galo do vizinho
Que nos desperta suavemente todas as manhas?
Ou será que damos mais importância a pequenas coisas
Triviais e banais
Como o rancor, a vingança e o ciúme?
Tentamos nos rodear de tudo aquilo que amamos
Para o conspurcarmos com sentimentos odiosos
Sentimentos de possessão
E vivemos amargurados com esses sentimentos
Fazendo deles os nossos momentos
Recusando-nos a sermos felizes
E a não deixarmos os outros assim o serem também
Deixamos de existir por nos próprios
Passamos a existir pelos outros
Porque não nos amamos como devíamos
Não temos qualquer auto-estima
E abandonamo-nos a um só sentimento
O de possuir e ser possuído
Assim é a obsessão


Este poema é dedicado a imensas pessoas que me rodeiam. Decidi escrever este poema quase em suplica por aqueles que sofrem da doença que é o ciúme. Sim! Porque é uma doença que normalmente é crónica e que destroi no só a vida de muitos casais como muitas amizades. Deixo-vos uma frase muito importante que ouvi e que fez muito sentido na minha jornada: “ If you love someone, set him free, if he still comes back, it meens that he really loves you”. Deus vos abençoe a todos. Muitos beijinhos!!

quarta-feira, agosto 10, 2005

Queria Ser O Teu Pássaro


No teu olhar encontro a paz
Em cada raiado sereno
Em cada contorno
Desse azul profundo reside
O oásis do meu deserto
Onde me abrigo do sol
E das tempestades de areia
Que fazem parte do meu fado
No teu sorriso encontro a verdade
E sou feliz quando o abres para mim
Porque através dele sinto
O quanto faço parte de ti
Em teus braços á noite descanso
São o meu soporífero
Porque descarrego neles
O peso do mundo que carrego ás costas
Trouxeste leveza á minha vida
Sinto um mar calmo na minha alma
Uma vontade de voar
E fazer ninho no teu quintal
Assim seria o teu pássaro
E cantaria para ti doces melodias
De amor...

terça-feira, agosto 02, 2005

O Fruto De Quem Tu És


Vida dorida, escavada e selada
Marcada pela a ausência
De um corpo de uma criança
Que partiu tão cedo do teu abrigo de pai
Tu, homem de coração imenso
Olho as tuas expressões serenas
Não é próprio de alguém está marcado pela dor
Mas de alguém que vê para além da morte
Que abraça o seu filho todas as noites
Em seu leito, enquanto sonha
Em sonhos partilhas com ele as brincadeiras
As caricias, os beijos e tudo mais
Que em vida não foi possível
E ao acordar, a realidade não faz de ti
Um ser triste e amargurado
Mas sim alguém com uma fúria de viver
E de abraçar o mais pequeno ser do universo
Sem olhar á raça, nem á cor
E dar, dar amor, dar carinho e atenção
Regar a planta e vê-la crescer
O fruto de quem tu és...

segunda-feira, agosto 01, 2005

Anjo... De Luz


Suavemente...
Apenas com um subtil toque
Inquietas-me os pensamentos
Ao de leve, de mansinho
Pela madrugada inesperada
Ao acaso do destino
Senti-te... estavas lá
Ou será que não estavas?
Nem eu nem tu podemos saber
Eu estava lá...
Ou será que não estava?

Tocas-me novamente
E uma alegria imensa invade-me
O meu coração dispara
Corta-se-me a respiração
O meu corpo estremece
Perco as forças
Rendo-me completamente
A essa energia mágica
Que me doas gratuitamente
E ali fico perdida
Nesses teus braços celestiais
Meu anjo... de luz!

quinta-feira, julho 28, 2005

Simplesmente... Miss You!


Se pudesses imaginar o tempo que passo
De face colada ao teu retrato
A decorar os desenhos e contornos do teu rosto
Com medo que se apague a lembrança
Da ternura que transmite o teu olhar
Ou a doçura que transpira do teu sorriso

Se pudesses imaginar o tempo que passo
A relembrar as tuas doçuras
Os teus beijos quentes e suaves
Os teus carinhos as tuas loucuras
O teu toque que me causa sensações de êxtase
O teu olhar que só por si me denuda

Farias com que o relógio marchasse
Numa marcha mais desperta
Porque eu sinto falta dos teus carinhos
Das tuas piadas malucas dos teus sorrisos
Dos teus beijos das mordidelas
De me encostar ao teu peito e sentir o teu calor

De caminhar nesse deserto
Que é estar perdida no seio do teu amor
De te agarrar, te prender em meus braços
Te sufocar de carinhos, te espremer em meu peito
Escrever os nossos nomes numa árvore, ou na areia
Entrelaçarmos os dedos e sentirmo-nos... um só!

terça-feira, julho 19, 2005

Viagem Astral


Chamo-te na noite
Em sonhos viajo contigo
Por entre mundos paralelos
Onde eu reinvento a nossa história
E a decoro com as cores certas
As cores com que te pinto
Na tela do meu coração
São momentos em que me dou
E em que te dás
Momentos só nossos
Em que as nossas almas vagueiam
Unidas por entre os canais
Da minha imaginação
Levo-te a um jardim suspenso no céu
Por entre estrelas cintilantes
Sentamo-nos á beira de um riacho
Ouvimos o chiar das cotovias
Caminhamos descalços lado a lado
Sentindo a maciez da relva
Em nossos pés
Afagas-me o rosto com ternura
Acaricias-me as mãos
Lanças-me aquele olhar cúmplice
E erguemos os nossos corpos aos céus
Passando pelas constelações
Admirando o seu brilho
E ao regressar despeço-me
Retirando do peito o meu coração
E colocando-o nas tuas mãos
Para que ele continue a bater
Bem pertinho do teu

domingo, julho 17, 2005

Quem És Tu... Doce Desejo?


Doce olhar, gentil sorriso
Cobres-me de mimos, cativas-me!
Quem és tu
Que despertas em mim este desejo
De te espreitar por dentro, descobrir-te?
Em teus olhos procuro-te
Mas essas duas pedrinhas negras
Limitam-se a cintilar á luz da lua
Ocultando os segredos do universo
E acendendo ainda mais o mistério...
Entrego-me ao teu forte abraço
Ao calor do teu beijo
Á suavidade do teu toque
Rendo-me ao teu tímido jogo de sedução
E abstraio-me do mundo á nossa volta
Porque me prendes nesse olhar
Nesse teu cheiro embriagante
Nos teus suspiros sensuais
Perco os sentidos, afasto-me da realidade
Levas-me numa viajem estonteante
As minhas pernas estremecem
Perco as forças, perco os sentidos
E ao voltar... a paz!

sábado, julho 09, 2005

Prostituição Da Alma


Noites loucas de pura sedução
Magia e prazer...
Vivo-as um dia após o outro
Sem entregas, sem me dar
Prostituição do corpo e da alma
Porque ele só a ti pertence
Cada dia que passa sou mais tua
Quero arrancar-te do meu peito
Da minha alma dos meus sentidos
Mas não consigo, porque és
O meu doce desejo
E então vagueio por entre a perdição
Mentindo a todos, mentindo a ti
Mentindo-me a mim própria
Escondendo-me na sombra
Dos momentos partilhados contigo
Aqueles que desejo secretamente
Que voltem e se multipliquem
Para que eu te possa entregar
Todo este amor que arde no meu peito
Todos os dias da minha vida
Amo-te!

quinta-feira, julho 07, 2005

Amor Vagabundo


Amor vagabundo
Amor sem dona amor sem rumo
Á noite em teu leito de amor
Sussurras ao meu ouvido
Palavras quentes e doces
Proteges-me com o calor do teu corpo
E fico acordada a ouvir
O bater do teu coração
A sentir o teu suor escorrendo
Pelo meu corpo cansado
E pela manhã a surpresa
Abafas-me o peito
Como se eu fosse uma criança
Beijas-me com tal ternura
Que sinto algo disparar dentro de mim
E colo os meus lábios aos teus
Enrolo-me mais uma vez no teu corpo
Para sentir o teu calor
E tu partes deixando-me
Trémula, imaginando
As tuas mãos em minha pele
O teu suor a pingar em mim
Numa dança sem passo certo
Até á exaustão total...

quarta-feira, julho 06, 2005

Emoções Raras


Contigo, deixo-me ir na brisa
Juntos abraçamos os céus
Brincamos com as gaivotas
Rimos, soltamos gritos de êxtase
Vibramos com a velocidade
Com que caem os nossos corpos
E com a leveza com que pairam no ar
Sacodes-me um pouco
Num ziguezague frenético
E dançamos ao sabor do vento
Para depois pousarmos
Com destreza e suavidade
Num verde e macio manto
Onde me acolhes em teu sorriso
E em teu forte abraço
Enchendo-me das mais raras emoções
A tua energia preenche-me
Dá-me força, dá-me vontade
Estar contigo é mais que voar
É alcançar os céus capturando apenas
Um olhar teu...

quinta-feira, junho 30, 2005

O Meu Princípe Encantado


Apareceste-me num cavalo branco
Ofereceste-me o teu castelo
Eu dei-te a minha mão, e entrei
Vivemos uma vida plena
De momentos maravilhosos
Partilhamos segredos
Partilhamos as nossas almas
Fomos amigos, amantes
Fomos cúmplices
Porém o amor partiu
De nossos corações
E não vale mais a pena ficar
Mas levo-te comigo
Entranhado nos meus sentidos
O teu cheiro, o teu sabor
As noites que adormeci
Aconchegada no teu peito
Os sorrisos que trocamos
Os teus doces beijos
Os teus ternos abraços
Levo as memórias
E deixo-te ir
Para que sejas feliz
Ao lado de quem te ame
Como eu um dia te amei...



Serás eternamente uma parte de mim. Obrigada por tudo o que me deste e por me deixares crescer junto de ti. Nunca te esquecerei! Adoro-te meu C.

terça-feira, junho 28, 2005

A Criança Que Há Em Nós


Num fim de tarde vi
Uma criança suja e descalça
Que atravessava a rua serena
O seu sorriso fez-me viajar
Despertou a criança que há em mim
E fez-me sentir novamente livre
Há muito que sentia um peso enorme
O peso da vida e das responsabilidades
E que escondia essa criança... eu
Porque nós somos sempre essa criança
Por muito que cresçamos com a vida
Precisamos sempre que nos peguem ao colo
E que nos digam o quanto somos amados
Apenas reprimimos esses sentimentos
Porque tememos que o mundo nos condene
Se soltarmos o nosso Eu superior
E vivemos assim eternos adultos
Escondidos por detrás da nossa criança
Desejando que ela saísse
E soltasse o grito de independência
Sonhando com o que ficou para trás
Recordando e desejando
Aquilo que jamais poderemos voltar a ter
A nós próprios...

Basta Olhares O Céu... Eu Estarei Lá


Sorri!
Porque estarei sempre a teu lado
Para te acompanhar na saudade
Nas tristezas e nas alegrias
Sou completamente tua
Desde o primeiro dia
Que me entregaste a tua amizade
Podes contar com o meu conforto
A qualquer hora do dia ou da noite
Mesmo que não me vejas estarei lá
Basta olhares o céu
Serei sempre a estrela mais brilhante
Que te espreita lá de cima
E que te estende os seus raios de luz
Para te acarinhar na dor
Ou sentires o vento leve
Que sopra pela tardinha
Sou eu a cobrir-te num abraço
Leve e pleno de doçura
Sentes-me agora?
Sim! Estou aí mesmo ao teu lado
A te olhar e a velar por ti
Com todas as minhas forças
Porque todo o meu amor
É reservado unicamente a ti
Tu que me aceitaste no teu coração
E que fizeste de mim para sempre
Tua amiga

domingo, junho 26, 2005

Amar-se a Si Próprio


Depois de tantos desafios
De cair e me erguer vezes sem conta
Entendi finalmente a lição!
A vida só pode ter beleza e cor
Quando atingimos aquele patamar
Em que nos amamos tanto a nós próprios
Que conseguimos isolar o sofrimento
Arrumar a dor numa velha prateleira
E seguir o nosso caminho.
Mas esse amor próprio só é construído
Com o ultrapassar dos altos e baixos
Que nos proporciona a própria vida
Aquilo que podemos chamar maturidade
E essa maturidade concede-nos
Coisas imensas e extraordinárias
Tais como olharmos a vida de frente
Sem medos e preconceitos
Termos força para ir á luta
Apostando que iremos ganhar
E viver cada dia com apreço
Como se do ultimo se tratasse
Ficamos atentos a cada pormenor
De tudo o que nos rodeia
Apercebemo-nos da beleza e do encanto
Das mais pequenas coisas
Sentimos cada cheiro, cada paladar
Observamos os pássaros pela manhã
Prestamos atenção ao seu canto
Olhamos as cores do arco-íris...
É como um renascer do espírito